quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A EDUCAÇÃO DE HOJE...

"Sr. Engº José Sócrates,

Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem porPrimeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quantoao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo deprimeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.

Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que oensino do Português exigia grandes e profundas leituras.

Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meioe fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).

Gostaria de começar por lhe falar do 'Magalhães'. Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve terrecebido um e-mail meu.

Queria falar-lhe da gratuitidade, dainconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhorengenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama dee-escolinha.

O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto atecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologiados factos associados ao projecto 'Magalhães':

No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu natelevisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: oportátil Magalhães.

No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho trazna mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenasquatro linhas de texto informando que o 'Magalhães' é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário comespaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o 'Magalhães'.

No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita,no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros 'Magalhães' na EB1 Padre Manuel de Castro.

Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.

No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um 'Magalhães' debaixo do braço.

Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentossobre a futura utilização e utilidade do 'Magalhães'.

Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder.

Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma. Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governopensou para o 'Magalhães'? Que planos tem para o integrar nas aulas?Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas?

Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho,mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo.

Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.

Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum.

Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer asescolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos paisaproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu eensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias.

O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha!

Faça-lhe jus!

Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas iniciativas!

Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar aseu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensinoassente em medidas gratuitas.

Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio danova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquelamiudagem.

Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a suaprofessora de matemática e o seu professor de português.

As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina,rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho.

Ora, o que me fazespécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professorde português é um tipo moderno e bué de fixe.

Então, de acordo com osprincípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor,então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, seo professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via.

Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, naaula de português sorriam, entusiasmados. Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis comemoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida.

Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é 'obstinado', como dizem os poetas.

Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor.

Os professores são obrigados a acreditar quepara se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com oserros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritméticanão se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado.

Era oque faltava, senhor engenheiro!

Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: masesta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os temposmudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças?

Percebo,senhor engenheiro. Então não percebo?

Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você estáa esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato.

Mas nunca diminuir,
nunca desvalorizar,
nunca reduzir ao básico,
nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.

Mas, por falar em Velho do Restelo...
Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que éalgo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer.

Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar.

São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé.

Para questionar, é preciso pensar.

Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tãodistante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inêsde Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgavaa turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia dodiscurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem.

Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de Castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.

Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra,mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja queperfeita e inequívoca imagem eles compõem:

'Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)'

Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos.

Não conseguever, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rostobranco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe?

Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade,à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte? E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo?

Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?

Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidadearrebatadora, de uma clareza inesperada.

É poesia, senhor engenheiro,é poesia!

Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História.

Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.

Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro.

O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular adiferença de opiniões, por duvidar, por condenar?

Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por 'alegado teor pornográfico' e o de Inês de Castro igualmente, por 'incitamento ao adultério e ao desrespeito pelaautoridade'.

Como é, senhor engenheiro?

Voltamos ao tempo do 'lápix' azul?

E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra?

E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas decapítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?

Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço.

Bem, também não quero ser injusta consigo.

A verdade é que as coisas já começarama descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.

Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava.

Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros.

Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.

Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho.

Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro.

Falo do sonho deque ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.

Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças.

Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever asr edacções em linguagem de sms.

Não.

Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola.

No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela temcumprido muito mal esse papel.

A escola do meu tempo foi uma boa escola.

Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona.

E não é disso que o país precisa?

Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida.

Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meutempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quentee a ele se dedicou com afinco e empenho.

E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico.

Traumatizados? Huuummm... não me parece.

Na verdade,senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.

Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí.

Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda?

E depois, vejo-o a si a responder coma sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrevero teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...

Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer? E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade.

Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.

Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida.

De cada vez que ela fala, tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas 'os meus sentidos pêsames'.

Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. (...)

Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir 'senhor engenheiro para cá', 'senhor engenheiro para lá'.

É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.

Esta carta não chegará até si.

Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor.

Quanto a si, tenho dúvidas.

Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.

'A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? '

Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da República Portuguesa,
Uma mãe preocupada.

Nota: o artigo 37º é sobre a liberdade de expressão. "
(Recebido por e-mail, autoria desconhecida)

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9 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Depois de ler a sua carta acho que nada há a acrescentar. Gostaria que este país a conseguisse ler.
Parabens.

10 de outubro de 2008 às 21:50  
Anonymous Anónimo disse...

PARABÉNS senhora mãe, mulher e cidadã, pois conseguiu na íntegra expôr tudo o que me vai na alma e no pensamento. Na alma, pela emoção, no pensamento pela racionalidade sobre o estado desta nação provocado pelos fracos de espírito a imporem a mediocridade pela força da arrogância. O que equivale a dizer, que, se por um lado emerge de mim o estado de tristeza, por outro, emerge a vontade de dizer " basta! " que culminará no curto silêncio da minha entrega do voto.

11 de outubro de 2008 às 01:14  
Anonymous Anónimo disse...

Parabéns e Obrigado.
Um professor com 38 anos de actividade profissional e que terá de trabalhar até perfazer 47 para ser aposentado sem penalização.

11 de outubro de 2008 às 16:48  
Anonymous Anónimo disse...

Sinto-me como se tivesse sido eu a escrevê-la. Grão a grão...

12 de outubro de 2008 às 23:25  
Blogger pezinhos de cetim disse...

E eu sou mais uma em quem essa carta encaixa que nem uma luva...

:)

13 de outubro de 2008 às 20:38  
Blogger Maria disse...

Agradeço como mãe e professora há 20 anos, cada palavra do seu texto. Senti todas elas na minha alma. Obrigada.

13 de outubro de 2008 às 21:23  
Anonymous Maria Oliveira disse...

Como professora há mais de trinta anos, que sempre se bateu pelo trabalho, pelo rigor, pela responsabilização, pelos valores, pela valorização do saber e que se sente cada vez mais desiludida, transformada em peça de uma engrenagem apostada em aniquilar profissionais empenhados e em transformá-los em burocratas e baby-sitters, queria felicitar a cidadã que, com tanta clarividência, expõe o que todos vêem e sentem.
E,já agora: os meninos do "Sr. Engenheiro" não frequentam a escola pública que o Sr. Primeiro-Ministro tanto louva, mas sim a Escola Alemã...

14 de outubro de 2008 às 01:47  
Blogger José Carrancudo disse...

O assalto à Escola começou há 30 anos; no meu blog explico como os educadores fazem para os alunos nada aprenderem: além de banir a disciplina e o rigor, implementaram na Escola conceitos errados ...

18 de outubro de 2008 às 01:56  
Anonymous Anónimo disse...

Por favor, não deixem de visitar

http://maepreocupada.blogspot.com

obrigada

22 de outubro de 2008 às 14:58  

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